Unimontes detecta redução no IPC-Moc e na Cesta Básica


 em maio, mas professora aponta riscos de fatores adversos

A pesquisa de variação de preços, realizada pelo Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), registrou diminuição no custo de vida local de abril para maio de 2026. O Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC-Moc) do mês passado foi de 0,58% contra 0,91% de abril. Com o resultado, o acumulado no ano chega a 3,24%.

Coordenadora do IPC-Moc, a professora Vânia Vilas Boas destaca que, para junho, a expectativa é de manutenção de pressões moderadas sobre os preços dos alimentos. “A entrada de novas safras de alguns produtos hortifrutigranjeiros poderá favorecer a redução ou estabilização dos preços de determinados itens, especialmente aqueles mais influenciados pela sazonalidade agrícola”, antecipa, mas adverte que fatores como condições climáticas adversas, custos de transporte, preços dos combustíveis e o comportamento do mercado de proteínas animais seguem a representar riscos para a inflação alimentar. Ela também destaca a influência dos combustíveis para a queda na inflação de maio. Diesel, etanol e gasolina ficaram mais baratos.

Grupos

Em maio de 2026, o Grupo Alimentação, que tem o maior peso (29.4700) na composição do orçamento doméstico, apresentou variação positiva de 1,42% e contribuiu com 0,41% para o resultado final do IPC-Moc. Dentre os principais aumentos estiveram: queijo prato, 4,03%; iogurte, 3,35%; bolo, 3%; leite longa vida, 2,95%; pão de queijo, 1,74%, fubá, 0,93%, batata inglesa, 42,33%, maxixe, 23,11%; chuchu, 9,28%; morango, 8,71%, coco verde e seco, 7,05% e banana maçã, 1,16%; contra quedas de preço de óleo de soja, -0,75%, banana caturra, -12,18%, abóbora, -10,20%; limão, -4,83%, berinjela, -0,81 %, ovos, -4,09% e leite pasteurizados, -0,17%.

O Grupo Habitação, que tem peso de 21.2500, apresentou variação positiva de 0,38% e contribuiu com 0,08% para o resultado final do índice. As principais variações foram: mão de obra construção civil, 5%; imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, 4,68%, aluguel do imóvel, 0,84%, detergente, 6,37%, sabão em barra, 4,40% e água sanitária, 2,83%; contra sapólio, -1,77% e rodo, -0,59%.

O Grupo Artigos de Residência e Serviços Domésticos, com peso de 5.2400, apresentou variação positiva de 0,29% e contribuiu com 0,01% para o resultado final do índice. As principais variações foram: circulador de ar/Ar condicionado, 4,51%, aparelho celular, 1,88%, máquina de lavar, 1,83% e ventilador, 0,97%; contra ferro elétrico, -4,01%, liquidificador, -2,25%, geladeira, -1,40%, tanquinho, -1,37%, fogão, -1,30% e secador de cabelo, -1,02%.

O Grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que apresenta peso de 9.7400, apresentou variação positiva de 0,49% e contribuiu com 0,05% para o resultado final do índice. Dentre as variações, destacaram-se: antiinflamatório, 15,50%, expectorante, 2,55%, hipertensão, 1,80%, colesterol, 1,17% fortificante, 0,99%, sabonete, 3,02%; Iodo, 2,50%, enxaguante bucal, 2,34% e esmalte, 2,23%; contra asma, -3,32%, antidiabético, -1,70%, esparadrapo, -2,47% e amônia, -0,91%.

O Grupo Transportes e Comunicação, com de 19.6200, apresentou variação positiva de 0,8% e contribuiu com 0,02% para o resultado final do índice. As principais variações foram: seguro particular do veículo, 4,80%; contra óleo diesel, -2,89%, etanol, -2,30% e gasolina, -0,68%.

O Grupo Vestuário, que representa peso de 5.9800, apresentou variação positiva de 0,18% e contribuiu com 0,01% para o resultado final do índice. As principais variações foram: toalha de banho, 3,76%, mosquiteiro, 3,71%, cobertor de solteiro, 1,48%, calça jeans, 1,18% e tênis, 075%; contra toalha de rosto, -3,45%, tênis infantil, -1,31% e blusa de malha, -1,28%%.

O Grupo Educação e Despesas Pessoais, com peso de 8.7000, apresentou variação negativa de -0,01%. As principais variações foram: impressão de fotos, 1,80%, brinquedo, 1,40% e bola, 052%; contra cinemas -5,20%.

O IPC-Moc é o indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses. Calculado desde 1982 pela Unimontes, o dispositivo visa medir a variação de preços de um conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias de nível de renda entre um e seis salários mínimos mensais.

Cesta Básica

A Cesta Básica registra variação de 2,15% em maio. Os preços dos gêneros básicos que compõem a Ração Essencial Mínima registraram variação positiva de 2,15% no período, inferior aos 3,21% de abril. Com o resultado, a cesta acumula alta de 13,25% nos últimos cinco meses de 2026.

As informações utilizadas para o cálculo da Cesta Básica de Montes Claros têm como fonte a base de dados da Pesquisa Mensal de Preços ao Consumidor, realizada desde 1982 para a elaboração do IPC-Moc.

O trabalhador local destinou 39,41% de sua renda mensal de R$ 1.621 (salário mínimo) para a aquisição dos 13 produtos da Cesta Básica – carne bovina, leite tipo C, feijão, arroz amarelão, farinha, tomate, batata, pão de sal, café, banana caturra, açúcar, óleo e margarina –, em quantidades suficientes para garantir, durante um mês, o sustento e o bem-estar de uma pessoa adulta. O custo da cesta foi de R$ 638,80, valor superior ao observado em abril, de R$ 625,37.

Após a aquisição da Cesta Básica, restaram ao trabalhador R$ 982,20 para as demais despesas essenciais, como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transporte. O tempo médio necessário para adquirir os produtos da cesta básica foi de 107 horas e 51 minutos, em oposição a 105 horas e 36 minutos do mês anterior.

 

As variações positivas foram observadas nos seguintes produtos: batata inglesa, 29,80%; feijão carioquinha, 6,99%; banana caturra, 2,41%; margarina, 1,99%; farinha de mandioca, 1,98%, carne bovina, 1,78% e, tomate, 0,08%. Por sua vez, variações negativas foram registradas nos seguintes itens: açúcar, -3,48%; café em pó, -3,01%; óleo de soja, -0,81% e, leite tipo C, -0,14%. Em contrapartida, o arroz amarelão, e o pão de sal mantiveram preços estáveis em relação ao mês anterior.

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