Prossegue em Montes Claros a Primeira Mostra de Cinema Queer. O projeto, realizado através de recursos da LPG Municipal, Edital 010, foi idealizado pelo agente cultural, fotoativista, documentarista e Drag Queen, Lucas Viggi, que também atuou na produção, junto com a Fulô Comunicação e Cultura e do Cinema Comentado Cineclube.
Nesta quinta-feira, dia quatro de junho, acontece a abertura oficial da mostra, com a exibição de um documentário.
Programação:
“Festas de Agosto em Montes Claros – Ritos, Tradição, Religiosidade e Ancestralidade” (2026 – Documentário – 90minutos)
Classificação Livre
Direção: Lucas Viggi e Zanza Júnior
Dia: 04 de junho de 2026
Horário: 19:00 horas
Local: Beco da Vaca – Corredor Cultural – Centro da cidade
Sinopse: O documentário aborda e reflete sobre o legado dos Catopês, que vem sendo transmitido de geração a geração, e que se mistura com a imagem e a história de Montes Claros. Nos dias cinco e seis acontecem as oficinas.
Programação das Oficinas
Oficina Criando um Mini filme – cinema experimental
Local: Estúdio Lucas Viggi – Rua Gonçalves Figueira, Centro – Montes Claros – MG
Data: 05/06/2026
Horário: 14h às 16h
A oficina propõe uma experiência prática de criação cinematográfica coletiva, onde os participantes irão desenvolver e gravar um minifilme utilizando linguagem simples, acessível e experimental. A atividade busca apresentar o cinema como ferramenta de expressão, presença e construção de narrativas através do corpo, do espaço, da imagem e da sensibilidade.
Lucaz Rod é fotógrafo, videomaker e diretor audiovisual, atuando há mais de 7 anos com produção de vídeo, fotografia e criação de narrativas visuais. Seu trabalho busca explorar o cinema como ferramenta de sensibilidade, atmosfera e expressão, transitando entre o documental, o experimental e o cinema autoral. Atualmente desenvolve projetos ligados ao audiovisual independente, produção cultural e criação cinematográfica voltada para experiências humanas, memória e cotidiano.
Oficina Danças Brasileiras — trupés, presença e prontidão para a cena
Local: Pássaro de Minas – Praça Doutor Chaves (Praça da Matriz), nº 53
Data: 06/06/2026
Horário: 14h às 16h
A oficina propõe uma vivência prática a partir de princípios corporais presentes em diversas manifestações populares brasileiras, tomando como referência matrizes como o Cavalo-Marinho, o Maracatu Rural e outras tradições que articulam dança, música, teatralidade e jogo.
Por meio da investigação de trupés, deslocamentos, manobras, gestualidades e dinâmicas corporais, os participantes serão convidados a desenvolver estados de presença, prontidão, escuta e disponibilidade para a cena, ampliando seu repertório expressivo e criativo.
A oficina busca compreender as danças brasileiras como campo de formação artística e criação contemporânea, oferecendo ferramentas para artistas, educadores e interessados em aprofundar sua relação com o corpo e com as culturas populares brasileiras.
Antônio Meira é artista da cena, pesquisador, dançarino, ator, coreógrafo, educador e brincante da cultura popular brasileira. Nascido em Itamarandiba, no Vale do Jequitinhonha, é cofundador do Grupo TUIA, coletivo que há mais de 12 anos cria e circula espetáculos e ações formativas.
Formado pelo Palácio das Artes e pelo Instituto Brincante, onde atua há quase duas décadas em espetáculos, shows, ações formativas ao lado de Antônio Nóbrega e Rosane Almeida, acumula ampla experiência artística e pedagógica no Brasil e no exterior. É reconhecido como difusor da cultura brasileira, atuando na direção de cena e coreográfica, além de coreógrafo para artistas e grupos de relevância, integrando dança, teatro, música e narrativa em uma linguagem poética e enraizada nas tradições populares.
Palestra com Virgínia Dandara
Palestra com Virgínia Dandara: Corpos Dissidentes e Construção de Imagem.
Dia: 05 de junho
Horário: 16horas
Local: Estúdio Viggi – Rua Gonçalves Figueira, 21 – Centro
Quando corpos queer aparecem no cinema, o que a imagem está tentando dizer sobre eles? Essa é a pergunta que guia a palestra “Corpos Dissidentes e Construção de Imagem”, com a realizadora audiovisual Virginia Dandara, dentro da programação da 1ª Mostra Cine Queer de Montes Claros.
Virginia propõe uma conversa sobre como a fotografia e o audiovisual influenciam a forma como percebemos corpos LGBTQIAPN+, negros e periféricos. A partir de referências do cinema queer e da fotografia contemporânea, o encontro discute questões como representação, pertencimento, desejo, violência, identidade e os caminhos para a construção de novas narrativas e novas imagens.
Uma oportunidade para artistas, estudantes, comunicadores, realizadores audiovisuais e todas as pessoas interessadas em compreender o poder das imagens na construção do nosso imaginário coletivo. Toda a programação é gratuita.
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