Moc inicia 2026 com aumento de inflação,


aponta Departamento de Economia da Unimontes – Cesta Básica cai

A inflação captada no Índice de Preços ao Consumidor do Município de Montes Claros (IPC Moc) subiu de 0,34%, no mês de dezembro passado, para 0,71% em janeiro. É o que aponta pesquisa de variação de preços realizada pelo Setor de Índice de Preços ao Consumidor do Departamento de Economia da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes).

Reajustes

Coordenadora do IPC Moc, a professora Vânia Vilas Boas sintetiza a movimentação no primeiro mês do ano. “Nós sabemos que, em janeiro, historicamente, o IPC apresenta uma variação maior em decorrência de alguns grupos que têm reajustes exatamente nesse mês”, esclarece ao citar o exemplo do grupo Educação e Despesas Pessoais, que registrou maior contribuição para o índice de janeiro e superou o Grupo Alimentação, normalmente um dos que mais pressionam o custo de vida. “No caso do Grupo Educação, a gente percebe aí que é o mês das matrículas, das mensalidades escolares, de cursinhos, de curso de idiomas, assim também da compra de material escolar”, complementa a docente. Mas houve ainda outro grupo que impactou o IPC Moc, o de Transportes e Comunicação, com aumentos do etanol e da gasolina, além do Alimentação devido ao período chuvoso.

Grupos

O Grupo Alimentação, que tem o maior peso (29.4700) na composição do orçamento doméstico, apresentou variação positiva de 0,44% e contribuiu com 0,13% para o resultado final do IPC Moc. Dentre as principais variações positivas estão presunto,8,26%; chá mate,3,92% bolo,3,85%; pudim pó, 3,85%; massa de tomate, 3,18%; bombons/balas, 2,82%; fermento, 2,63%; margarina, 2,44%; chocolate granulado, 2,29%; coco ralado, 2,15%; abóbora, 39,02%; beterraba, 36,36%; morango, 34,32%; tomate, 28,01%; berinjela, 24,00%; abacaxi, 21,77%; banana maçã, 18,83%; coco verde e seco, 16,43%; cenoura, 15,73%; carne avícola, 2,47%; pescados, 1,84%; carne bovina, 1,36%; bebidas destiladas, 2,10%; self-service, 1,68%; bebidas destiladas, 2,10%; e cerveja-Chopp, 1,44%. Quanto à queda de preço, os destaques foram caldos, -9,86%; óleo de soja, -7,62%; milho verde, -4,44%; creme de leite, -4,09%; palmito, -2,91%; água de coco, – 2,46%; açúcar, -2,39%; milho pipoca, -1,90%; almôndega,-1,82%; café, -1,76%; leite longa vida, -1,74%; manteiga, -1,26%; macarrão talharim, -1,26%; melão, -9,33%; maracujá, -8,98%; melancia, -8,96%; manga, -8,07%, pimentão, -7,88%; banana caturra, -7,77%; banana prata, -6,89%; limão, -3,50%; mandioca, -2,10%; ovos, -8,02%; e arroz, – 4,16%.

O Grupo Habitação, que tem peso de 21.2500, apresentou variação positiva de 0,25% e contribuiu com 0,05% para o resultado final do índice. Em meio às variações positivas estão água e tratamento de esgoto, 6,56%; escova para roupa, 327%; rodo, 2,92%; limpa alumínio, 2,64%; sabão em pó, 2,50%; amaciante, 1,69%; desinfetante, 1,37%; e óleo de peroba, 1,15%; artigos de jardinagem, 3,71%; chuveiro, 2,90%; fiação/cabo, 2,78%; torneira, 2,76%; areia, 2,49%; tinta, 2,44%; cano PVC, 2,21%; espelho, 1,99%; e caixa d’água, 1,05%. Já as variações negativas ocorreram para sapólio, -7,30%; sabão em barra, -5,76%; cera p/assoalho, -5,44%; alvejante, -4,16%; pasta p/calçados, -3,58%; esponja aço, -3,44%; água sanitária, -3,10%; saco de lixo, -1,45%; e carvão, -1,08%; peneira, -6,12%; verniz, -5,15%; tanque, – 3,70%; brita, -3,50%; e despesas com cuidado de animais, -8,53%.

O Grupo Artigos de Residência e Serviços Domésticos, com peso de 5.2400, apresentou variação positiva de 1,33% e contribuiu com 0,06% para o resultado final do IPC Moc .As principais variações positivas foram liquidificador, 4,98%; máquina de costura, 4,12%; churrasqueira, 3,31%; computador, 3,16%; impressora, 1,96%; geladeira, 1,85%; chapa para cabelo, 0,75%; motocicleta, 3,50%; carros, 1,53%; cômoda adulto, 6,80%; guarda-roupa, 5,48%; cama de casal, 3,04%; berço, 1,05%; colchão, 0,80%; e serviços doméstico e diarista, 8,39%. Já variações negativas ocorreram para antena parabólica, -6,03%; teclado, -5,77%; aparelho telefônico, -4,54%; celular, -4,53%; cafeteira, -2,77%; aspirador de pó, -1,90%; e ventilador, -1,63%.

O Grupo Saúde e Cuidados Pessoais, que apresenta peso de 9.7400, registrou variação positiva de 0,95%, contribuindo com 0,09% para o resultado final do IPC Moc. As principais variações positivas foram assistência odontológica, 6,50%; plano de saúde, 3,03%; consulta médica, 2,50%; antidepressivo, 9,94%; antitérmico, 5,62%; anticoncepcional, 4,04%; antivirais, 2,98%; perfume,5,80%; acetona, 2,90%; e shampoo, 1,98%. Enquanto as variações negativas ocorreram para colesterol, -8,18%; fortificante, -5,33%; asma, -5,11%; anti-inflamatório, -2,80%; hipertensão, -1,15%; pó facial, -4,27%; suplemento alimentar, – 3,75%; protetor solar, -1,64%; e creme barbear, -1,32%; entre outros.

O Grupo Transportes e Comunicação, cujo peso é de 19.6200, apresentou variação positiva de 0,53% e contribuiu com 0,10% para o resultado final do IPC Moc. As principais variações foram positivas para transporte escolar, 10%; etanol, 4,76%; gasolina, 0,89%; e seguro particular do veículo, 1,80%.

O Grupo Vestuário, que representa peso de 5.9800, registrou variação positiva de 0,40% e contribuiu com 0,01% para o resultado final do IPC Moc. As principais variações foram positivas para travesseiro, 1,45%; lençol infantil/manta, 1,19%; tênis infantil, 2,73%; conjunto de pagão, 1,13%; relógio de pulso, 3,40%; e carteira, 2,92%. Já entre as variações negativas foram para toalha de rosto, -2,08%; cobertor de solteiro, -1,11%; e fronha, -0,98%; calça jeans, -1,69%; calcinha/sutiã, -2,46%; e sapato, -2,38%.

O Grupo Educação e Despesas Pessoais, com peso de 8.7000, apresentou variação positiva de 3,31% e contribuiu com 0,28% para o resultado final do IPC Moc. As principais variações positivas foram mensalidade escolar, 9,47%; e cursos profissionalizantes, 5,99%.

IPC Moc

Indicador da evolução do custo de vida das famílias montes-clarenses, o IPC Moc é calculado desde 1982 pela Unimontes. O objetivo é medir a variação de preços de conjunto fixo de bens e serviços componentes de despesas habituais de famílias de nível de renda entre um e seis salários mínimos mensais. Os preços são pesquisados por equipe de seis coletadores, todos estudantes do curso de Economia da Unimontes, que visitam 400 estabelecimentos varejistas, distribuídos nos diversos bairros da cidade, com início da coleta de preços todo primeiro dia útil do mês.

Cesta Básica

Os preços dos gêneros básicos que compõem a Ração Essencial Mínima ou Cesta Básica registraram, em janeiro último, variação positiva de 0,15%, após elevação de 1,99% no mês de dezembro de 2025.

O trabalhador local utilizou 34,85% do salário mínimo de R$ 1.621, que aumentou em relação aos R$ 1.518 de 2025, para a compra dos 13 produtos da Cesta Básica e respectivas quantidades. O que custou a ele R$ 564,95 contra R$ 564,12 do mês anterior.

As variações positivas foram observadas no tomate, 24,76%; margarina, 1,93%; farinha de mandioca, 1,38% e, carne bovina, 1,38%. As variações negativas ocorreram na banana caturra, -32,87%; óleo de soja, -14,85%; batata inglesa, -13,53%; açúcar, -2,47%; café, -1,85%; arroz amarelão, -0,40% e, feijão, – 0,07%. Por outro lado, o leite tipo C e o pão de sal mantiveram preços estáveis em relação ao mês anterior.

Após a aquisição da Cesta Básica restaram ao trabalhador R$ 1.056,05 para as demais despesas como moradia, saúde e higiene, serviços pessoais, lazer, vestuário e transporte.

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