SOCIEDADE RURAL, SINDICATO RURAL E ACGC PARTICIPAM DE DISCUSSÕES SOBRE PROJETO NACIONAL DE MONITORAMENTO DE PASTAGENS


A Sociedade Rural de Montes Claros, o Sindicato Rural e a ACGC participaram, nesta semana, de uma reunião técnica com profissionais da Universidade Federal de Goiás (UFG) ligados ao programa de monitoramento de pastagens do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). O encontro foi viabilizado pelo produtor e empresário Eduardo Peres.

O objetivo do projeto desenvolvido pelo grupo da UFG é monitorar as áreas de pastagens em todo o Brasil, além de definir, com alta precisão, o volume de matéria seca por hectare (MS/Ha), criando uma importante ferramenta estratégica para a pecuária nacional.

A proposta discutida durante a reunião é que a ACGC, por meio de produtores rurais e consultores parceiros, participe diretamente da calibração do sistema através de levantamentos realizados em campo, permitindo que os dados sejam ajustados à realidade das propriedades do Norte de Minas.

Após a reunião realizada na Sociedade Rural de Montes Claros, os técnicos seguiram para uma fazenda em Francisco Sá para reconhecimento de áreas e aprofundamento dos debates técnicos relacionados ao projeto.

Na sequência, a expedição seguiu para Janaúba, onde foram visitadas propriedades do produtor Sebastião Clecy, já acompanhadas pelo grupo em ações ligadas ao controle zootécnico e manejo de pastagens.

Segundo os participantes, a intenção é fazer com que o Norte de Minas tenha papel estratégico no desenvolvimento e validação da tecnologia, que deverá ser disponibilizada gratuitamente para produtores de todo o Brasil e futuramente para outros países.

O projeto, conhecido como “Pasto Legal”, é desenvolvido pelo Lapig/UFG e utiliza sensoriamento remoto, imagens de satélite e inteligência artificial para monitoramento das pastagens brasileiras. A iniciativa busca auxiliar produtores na tomada de decisões relacionadas à disponibilidade de forragem, gestão de risco climático, planejamento da seca e manejo sustentável das áreas de produção.

De acordo com os pesquisadores, o Norte de Minas foi escolhido como área estratégica de calibração devido às características climáticas da região, consideradas ideais para validação científica dos modelos utilizados pelo sistema.

A expectativa é de que novas reuniões técnicas e levantamentos de campo sejam realizados nos próximos meses, fortalecendo a participação dos produtores do Norte de Minas no desenvolvimento da ferramenta.

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