Trump obteve secretamente registros telefônicos de jornalistas


O Departamento de Justiça dos Estados Unidos, durante o período da presidência de Donald Trump, obteve secretamente os registros telefônicos de jornalistas do The New York Times. O jornal publicou a informação, confirmada pela administração do atual presidente norte-americano Joe Biden.

O diretor executivo do Times, Dean Baquet, afirmou que o monitoramento de jornalistas coloca em risco a liberdade de imprensa.

Esperamos que o Departamento de Justiça explique por que essa ação foi tomada e que medidas estão sendo realizadas para garantir que isso não aconteça novamente no futuro“, disse.

Essa foi a 2ª vez que o governo norte-americano admitiu o monitoramento de jornalistas durante o governo Trump neste ano. No mês passado, foi confirmado que repórteres do jornal Washington Post tiveram seus registros telefônicos capturados. O Departamento de Justiça também admitiu que teve acesso aos registros telefônicos e de e-mail de um repórter da emissora CNN.

Depois da descoberta dos casos do Post e da CNN, o presidente Biden afirmou que seu governo não permitirá a prática enquanto estivesse à frente do país.

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Ao Times, um porta-voz do Departamento de Justiça, Anthony Coley, afirmou que os registros dos jornalistas foram obtidos em 2020. Ele afirmou também que a mídia está sendo informada de todos os registros que foram analisados pelo governo anterior.

Os repórteres do jornal tiveram seus registros de 14 de janeiro a 30 de abril de 2017 monitorados pelo governo Trump. Também foi realizada uma tentativa de ler seus e-mails, mas esse monitoramento não teria sido realizado.

Os alvos foram 4 jornalistas: Matt Apuzzo, Adam Goldman, Eric Lichtblau e Michael S. Schmidt. O Departamento de Justiça não informou porque esses jornalistas estavam sendo investigados e quais reportagens estavam apurando.

Para o Times, pela época e pelos repórteres investigados, a reportagem de interesse para o governo era “Comey tentou proteger o FBI da política. Então ele deu forma a uma eleição“, publicada em 22 de abril de 2017.

O texto abordava como o então diretor do FBI (a Polícia Federal dos EUA), James B. Comey, lidou com investigações políticas durante a eleição de 2016. Um dos pontos nevrálgicos foi a posição contrária de Comey à acusação de Hillary Clinton pelo uso de um servidor de e-mail privado para conduzir assuntos do Departamento de Estado.

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