Texto: Ana Paula Paixão / Fotos: Hudson Brazil

A técnica administrativa Gisleide Fonseca, 37 anos, residente em Montes Claros-MG, foi a primeira paciente a passar por um procedimento inédito no Norte de Minas Gerais. Mãe de duas filhas, Gisleide foi submetida a uma implantação de prótese auditiva ancorada ao osso, também conhecido como BAHA. A cirurgia foi feita na Santa Casa de Montes Claros na última semana de novembro.

 

De acordo com a Drª. Manuela Athayde, otorrinolaringologista responsável pelo ato cirúrgico, o procedimento é uma alternativa para aqueles pacientes que não se adaptam a uma prótese convencional (aparelho auditivo). “Trata-se de prótese auditiva, cirurgicamente implantável, na região posterior à orelha, em que é fixado um pino de titânio no osso que servirá de ancoragem para prótese auditiva. Por meio de condução óssea, o som é transmitido diretamente para a cóclea, órgão responsável pela audição. Trata-se de um procedimento simples, com baixas taxas de complicações, indicado para pacientes com perda auditiva condutiva, mista ou neurossensorial unilateral, em caso de não adaptação ao aparelho convencional; como em situações de infecções do ouvido e malformações da orelha”, explicou.

Drª. Manuela ressalta que o objetivo do procedimento é proporcionar ao paciente uma qualidade de vida melhor, restabelecendo a audição. Além disso, ela orienta quais pacientes podem ser submetidos ao método. “Aqueles pacientes que muitas vezes perderam a audição de um lado e escutam bem do outro, assim como pacientes que têm problema de infecção crônica no ouvido, malformações de orelha e que não conseguem adaptar com a prótese convencional, também podem colocar”, complementa.

Para Gisleide, que perdeu a audição de um lado ainda na adolescência, a cirurgia significa um recomeço. “A médica me passou muita tranquilidade, pois no meu dia a dia terei mais segurança pra sair na rua, uma vez que não consigo distinguir de onde vem o som, por exemplo. Também terei mais segurança para dirigir e quando eu estiver conversando em grupo para poder interagir mais, pois vou conseguir entender melhor”, disse.