Saldo de empregos nas MPE em maio é o melhor dos últimos sete anos


Pequenos negócios de Minas Gerais geram mais de 20 mil vagas, mais que o dobro das médias e grandes empresas

 

As micro e pequenas empresas (MPE) de Minas Gerais registraram um saldo positivo de 20.816 vagas de emprego em maio. É mais que o dobro do que foi gerado pelas médias e grandes empresas (9,7 mil) e o melhor resultado para o mês nos últimos sete anos, de acordo com o levantamento do Sebrae Minas a partir dos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Comparado a abril, o saldo cresceu mais de 200% e ficou abaixo apenas do registrado em fevereiro, quando o segmento gerou mais de 33 mil postos de trabalho no estado. No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o saldo de empregos nas MPE ultrapassou 95 mil vagas, o que mantém o estado em segundo lugar na geração de emprego pelos pequenos negócios no país, atrás apenas de São Paulo.

 

Comparado ao cenário de um ano atrás, a melhora no saldo de empregos nos pequenos negócios é ainda mais expressiva. Em maio de 2020, o segmento registrou um saldo negativo de mais de 25 mil vagas. E nos cinco primeiros meses do ano passado, o cenário era ainda mais devastador: – 83 mil vagas.

 

“O resultado do Caged de maio é alentador e confirma a tendência de expansão da atividade do segmento, conforme foi sinalizado pelo Índice Sebrae de Confiança dos Pequenos Negócios, o ISCON de maio”, destaca Afonso Maria Rocha, superintendente do Sebrae Minas. O ISCON de maio aumentou 18 de pontos em relação a abril, variando de 89 para 107.

 

Em maio também foi registrado o segundo melhor resultado do ISCON neste ano, perdendo apenas de fevereiro, quando o índice chegou a 109 pontos. “Apesar de ainda enfrentarem dificuldades para engrenarem as vendas e o faturamento, os pequenos negócios estão investindo pela expectativa de melhora do cenário econômico com o avanço da vacinação” avalia Rocha.

 

Resultado por porte e setor

 

O setor de Serviços lidera a geração de vagas no segmento (8,3 mil), seguido pelo Comércio (6 mil), Construção Civil (3,5 mil), Indústria (2,5 mil) e Agropecuária (217).

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o setor de Serviços mantém a liderança no saldo de empregos (34 mil), mas a Indústria aparece em segundo lugar (21 mil), o Comércio em terceiro (19,7 mil) e, na sequência veem a Construção Civil (15,8 mil) e Agropecuária (4,6 mil).

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