Professor detido por faixa chamando Bolsonaro de “genocida” faz panelaço; veja


O professor e dirigente do PT de Goiás Arquidones Bites Leão Leite foi um dos brasileiros que participaram do panelaço durante o pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro, na noite dessa 4ª feira (2.jun.2021).

O secretário de Movimentos Populares do diretório do PT no Estado foi conduzido na última 2ª feira (31.mai) à sede da Polícia Federal em Goiânia depois de se recusar a tirar do carro uma faixa com os dizeres “Fora Bolsonaro genocida”. Os agentes tentaram enquadrá-lo na LSN (Lei de Segurança Nacional), mas o professor acabou liberado  no mesmo dia, sem qualquer autuação.

A abordagem ocorreu na cidade de Trindade (GO), na região metropolitana de Goiânia, onde mora o professor. Nessa 4ª (2.jun), ele disse que foi surpreendido pelos vizinhos durante o pronunciamento de Bolsonaro.

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“Fui surpreendido na hora da fala do presidente Bolsonaro. Os meus vizinhos vieram todos aqui para minha casa, todos e todas, e fizeram um panelaço. E eu gritei ‘fora, Bolsonaro’, eles gritaram ‘genocida’”, declarou ao jornal Folha de S. Paulo.

Eis o vídeo (13s):

Professor Arquidones Bites com sua galera em Trindade-GO contra Bolsonaro#panelaco #panelacoforabolsonaro pic.twitter.com/RturV6keGT

— Ronny Teles (@CanalRonnyTeles) June 3, 2021

Foram registradas manifestações contra o presidente, com gritos de “Fora, Bolsonaro”, “genocida” e vaias em cidades como São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, João Pessoa, Maceió, Aracaju, Florianópolis, Natal, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Belém e Vitória. Diferentes regiões do Distrito Federal também tiveram panelaços, entre elas Asa Norte, Asa Sul e Sudoeste.

Assista ao vídeo feito pelo Poder360 com o compilado dos panelaços (1min36s):

O presidente Jair Bolsonaro foi à TV na noite dessa 4ª feira (2.jun.2021) para celebrar bons indicadores econômicos do 1º trimestre do ano e para defender a realização da Copa América de seleções de futebol no Brasil.

Esse é o 1º pronunciamento de Bolsonaro desde a instalação da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Covid no Senado, que apura as ações do governo federal e o uso de recursos da União por Estados e municípios no enfrentamento da pandemia de covid-19.

O mandatário voltou a atacar medidas restritivas decretadas por Estados e municípios para conter o avanço da covid-19.

“O nosso governo não obrigou ninguém a ficar em casa, não fechou o comércio, não fechou igrejas ou escolas e não tirou o sustento de milhões de trabalhadores informais. Sempre disse que tínhamos 2 problemas pela frente: o vírus e o desemprego”, afirmou.

A fala coincide com o dia em que o Brasil ultrapassou a marca de 100 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 distribuídas aos Estados e municípios. Essa quantia é suficiente para imunizar 50 milhões de pessoas –cerca de 24% da população– já que todas as fórmulas disponíveis no país precisam de duas aplicações. Segundo Bolsonaro, o Brasil terá condições de vacinar toda a população até o fim de 2021.

O pronunciamento dessa 4ª feira (2.jun) é o 14º desde o início do governo, em janeiro de 2019. Assista (4min56s):

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