Oposição pressiona por PEC que barra militares da ativa em cargos políticos


Integrantes de partidos de oposição e de centro iniciaram mobilização nesta 6ª feira (4.jun.2021) para pressionar pela PEC (proposta de emenda à Constituição) que visa impedir que militares da ativa ocupem cargos políticos em governos. De acordo com o Painel, da Folha de S.Paulo, parlamentares de MDB e PL já se movimentam para garantir as 171 assinaturas necessárias para que a proposta seja apresentada.

A mobilização foi realizada após a decisão do Exército de não punir o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello por ter participado de ato político ao lado do presidente Jair Bolsonaro em 23.mai.2021.

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Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia falou sobre a PEC em seu perfil no Twitter na 5ª feira (3.jun.2021) e revelou que já assinou seu apoio. Em publicação anterior, disse ter cada vez mais convicção de que “estamos vivendo um chavismo de direita”. 

Já a autora da PEC, deputada federal Perpétua Almeida (PC do B-AC), afirmou que a “sensação” é de que não se sabe mais onde termina o governo e onde começa o Exército. “É o que pode acontecer de pior para esta instituição e as demais Forças Armadas”, disse.

Congressistas da oposição já haviam se manifestado na 5ª feira (3.jun) e considerado grave a decisão do Exército. Ciro Gomes, Felipe Santa Cruz, Marcelo Freixo, Joice Hasselmann foram alguns dos parlamentares que demonstraram preocupação com a não punição de Pazuello. 

Pazuello no ato

Em 23 de maio, o ex-ministro da Saúde participou de um passeio de moto ao lado de Bolsonaro e outros ministros. O general 3 estrelas chegou a subir em um trio elétrico e dizer breves palavras ao público.

Desde então, foi criticado por ter comparecido no ato e por estar sem máscara. O Exército Brasileiro abriu um processo administrativo para investigar a conduta.

Por ser militar da ativa, Pazuello teria infringido o RDE (Regulamento Disciplinar do Exército), que proíbe militares de participarem de atos políticos. Pelas regras, as punições podem ir de advertências até a prisão disciplinar.

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