Infraestrutura receberá estudos da 7ª rodada de leilão de aeroportos


Os estudos de viabilidade da 7ª rodada de leilão de aeroportos serão apresentados ao Ministério da Infraestrutura na 2ª feira (7.jun.2021). A expectativa, segundo o secretário nacional de aviação civil, Ronei Glanzmann, é que os 3 blocos, que contêm 16 aeroportos, possam render um investimento de R$ 5 bilhões. 

O leilão está agendado para ser realizado no 2º trimestre de 2021. Glanzmann afirma que é importante acontecer antes do período eleitoral para que a competição aconteça de forma “descontaminada”. “É muito importante que a gente faça um leilão dessa magnitude, desse porte descontaminado do período eleitoral do Brasil”, disse Glanzmann ao Poder Entrevista.

Eis a íntegra da entrevista (25min43s)

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O secretário revelou também que conversa com investidores diariamente e que há interesse de players estrangeiros no próximo leilão de aeroportos. “Os leilões tem despertado muito interesse do mercado nacional e internacional. Temos dois ativos chamados de jóias da coroa, Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ)”, disse

O secretário disse que o resultado do último leilão impulsionou essa procura por de novos players a buscar ativos no Brasil. “Nós vimos na 6ª rodada [de leilão], mesmo em época de crise profunda, R$ 6 bilhões de investimentos contratados. R$ 3,3 bilhões de pagamentos de outorgas”, disse.

Tráfego aéreo

O secretário também informou que atualmente o país está operando com cerca de 50% do tráfego de voos domésticos em relação ao pré-pandemia, o que significa uma média de 1000 voos diários. Mas que o país tem capacidade de voltar, até dezembro, aos patamares pré-pandemia se o processo de vacinação aumentar. 

“Tudo dando certo com a vacinação, e controlando a entrada de novas cepas no país, a gente pode chegar a uma temporada de verão poderemos alcançar os patamares pré-pandemia no mercado doméstico”, disse.

Os voos internacionais, entretanto, ele avalia que ainda é precoce estabelecer quando voltam ao normal. Isso porque essa retomada passa diretamente pela necessidade de adoção de protocolos unificados de vacinação.  

“Nós já temos uma conversa muito avançada com a Anvisa e com o ministério da Saúde para que o Brasil faça adesão a esses protocolos internacionais para que nós tenhamos um certificado de vacinção. O Brasil tem vacinado com alguns tipos de vacina e nós temos que harmonizar isso para que essas vacinas sejam aceitas internacionalmente”, disse.

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