Governo diz que resultado do PIB demostra “acerto” da política econômica


O governo soltou nota comemorando o resultado do PIB (Produto Interno Bruto) do 1º trimestre de 2021, de alta de 1,2% ante o trimestre anterior, acima das expectativas dos analistas do mercado financeiro. Para o time do ministro Paulo Guedes (Economia), o número demonstra o “acerto” da política econômica.

Segundo o documento publicado nesta 3ª feira (1º.jun.2021) pela Secretaria de Política Econômica, subordinada ao Ministério da Economia, o governo foi correto ao encerrar todos os programas emergenciais criados na pandemia em 31 de dezembro de 2020.

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O texto diz que a retirada desses gastos temporários não teve impactos significativos sobre a atividade no 1º trimestre.

Contrariando diversos agentes econômicos que esperavam prorrogação dos auxílios indefinidamente, esses só retornaram em abril após clara piora da pandemia. Cabe salientar que o teto de gastos tem sido mantido pelo governo federal mesmo num cenário de forte estresse fiscal, e essa não é uma vitória menor do que o próprio estabelecimento do teto”, afirma o documento.

Os dados do PIB foram divulgados na manhã desta 3ª feira. Mostram que a pandemia teve um impacto menos intenso sobre a atividade.

O governo destacou que, na comparação com 32 outros países da OCDE (grupo de países mais ricos do mundo), o PIB brasileiro foi o 10º que mais avançou em relação ao 4º trimestre. Mostra que o país supera a China, 7 países da Europa e fica próximo do desempenho dos Estados Unidos.

Os destaques pelo lado da oferta foram a forte alta da agropecuária (5,7%) e a continuidade da recuperação dos serviços (0,4%) e da indústria (0,7%).

Do lado da demanda, houve continuidade da retomada dos investimentos, com alta de 4,6% no 1º trimestre ante o trimestre anterior.

Segundo o governo, a recuperação da economia, quando comparada às outras retomadas desde 1980, tem se destacado, com a atividade aproximando-se da tendência do PIB anterior à recessão. Afirma que isso é algo raro na história recente do país.

Ao mesmo tempo que o PIB sobe, outros indicadores também são pressionados. O Boletim Focus divulgado na 2ª feira aumentou a projeção para os números de inflação e de juros. O IPCA em 12 meses deve passar de 8% em junho, com o acionamento da bandeira vermelha na conta de energia.

Entre os riscos apontados pelo governo, estão a deterioração das reformas fiscais, o aprofundamento da pandemia e o risco hídrico.

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