Governo apresentará marco regulatório para hidrogênio em 2021, diz ministro


O ministro Bento Albuquerque (Minas e Energia) afirmou nesta 2ª feira (31.mai.2021) que o governo apresentará até o fim do ano um marco regulatório para a geração de energia elétrica a partir do hidrogênio.

“Vamos apresentar até o final do ano aquilo que é essencial […]: um marco regulatório para essa importante fonte energética que o Brasil certamente terá como um dos pilares da sua matriz elétrica no futuro”, disse durante sua participação no painel sobre transição energética no Brasil no Fórum de Investimentos Brasil 2021.

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O ministro disse também que o governo apresentará em junho o Programa Nacional do Hidrogênio, para o desenvolvimento da fonte de energia no país. Declarou ainda que o Brasil trabalha com o tema desde 2001, que tem parcerias com agências de outros países como Alemanha e Chile e pretende ampliá-las.

O almirante citou, em especial, 2 tipos de hidrogênio como fonte energética: o verde, que tem origem em fontes renováveis e o azul, em gás natural.

Sobre o sistema elétrico em geral, disse que são esperados investimentos “da ordem de R$ 400 bilhões”, sem detalhar o prazo. “É importante dizer, que nos últimos 2 anos, mesmo com a pandemia, nós tivemos investimentos no setor de energia e de mineração de US$ 30 bilhões proveniente de 17 países: 26% do capital estrangeiro que entrou no país em 2020 veio para o energia e mineração”, completou.

Quando questionado sobre a crise hídrica e os impactos para o setor elétrico, Albuquerque afirmou ver a situação com “serenidade”. “Não tenho dúvidas que nós temos todos os elementos para superá-las”, afirmou. Em entrevista publicada pelo jornal O Globo nesta manhã, o ministro negou o risco de racionamento.

Apesar disso, teve reunião com Pedro Parente, que foi ministro da Casa Civil durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, que implantou um racionamento de energia em 2001. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério de Minas e Energia, a pauta foi “a conjuntura hidrológica atual e o fornecimento de energia em 2021”.

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