04 DE FEVEREIRO – DIA MUNDIAL DO CÂNCER

 

Criado em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Dia Mundial do Câncer é lembrado todo ano em 04 de fevereiro. Trata-se de uma campanha de utilidade pública com objetivo de salvar milhões de mortes evitáveis ​​a cada ano, aumentando a conscientização e a educação sobre o câncer e pressionando governos e indivíduos de todo o mundo a tomar medidas contra a doença.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), ao contrário do câncer em adultos, o câncer em crianças e adolescentes não está relacionado ao estilo de vida, como sedentarismo e alimentação inadequada. Também não é uma doença causada por alterações herdadas do DNA dos pais e sim de alterações no DNA durante sua formação ou no decorrer da vida. “As células sofrem mutação no material genético, que por consequência não conseguem amadurecer como deviam, multiplicando-se rapidamente e de forma desordenada. As crianças respondem melhor ao tratamento do que os adultos, aumentando significativamente as chances de cura”, explica a oncologista pediátrica da Fundação Sara, Sabrina Eleutério.

Tão importante quanto o tratamento é a atenção dada aos aspectos sociais da doença, pois a cura não deve se basear somente na recuperação biológica, mas também na qualidade de vida e no bem-estar. O apoio psicossocial, como o ofertado pela Fundação Sara aos assistidos e familiares, ajuda a reduzir o estigma da doença e promove a conscientização sobre o impacto da mesma.

Mariele Carla foi assistida da Fundação Sara com 13 anos, quando teve câncer no estômago. Hoje, aos 22 anos, a descoberta precoce da recidiva da doença foi fundamental para a sua nova batalha. “Na revisão do exame de rotina, em agosto de 2019, recebi a notícia de que o câncer tinha voltado. Eu nunca imaginei que depois de sete anos, já com uma filha, eu teria que passar por todo o processo de tratamento de novo. Como a descoberta foi rápida, fiz logo a cirurgia para a retirada do tumor e retornei o tratamento com ainda mais força do que da primeira vez, pois tenho uma filha que precisa de mim”.

Mariele (à esquerda) de volta ao tratamento de câncer após sete anos de cura. À direita, Tauany, que também está em tratamento. 

O diagnóstico precoce aliado a um tratamento de qualidade são fortes aliados na luta contra o câncer. Representam cerca de 80% de chances de cura. “Um dos desafios que enfrentamos é reduzir cada vez mais as desigualdades no acesso ao diagnóstico, pois os sinais e sintomas muitas vezes são confundidos com outras doenças da infância, por isso, na Fundação Sara, a gente tem um programa voltado para realização de capacitações para os profissionais da saúde”, ressalta a oncologista Sabrina Eleutério. Ainda segundo a médica, em 2020 está prevista a capacitação dos profissionais da saúde de dez municípios norte mineiros, além das demandas que surgiram ao longo do ano.

Sobre a Fundação Sara Albuquerque

A Fundação Sara Albuquerque Costa foi instituída em junho de 1998, na cidade de Montes Claros/MG, com o intuito de oferecer amparo a todas as famílias com crianças e adolescentes com câncer da região. O desejo de criar uma entidade filantrópica nasceu no coração de Álvaro e Marlene, pais da pequena Sara, que durante mais de dois anos lutou para vencer a doença, mas infelizmente não resistiu.

Quem acompanhou a história de luta da família se comoveu e se juntou à causa e, assim, a entidade foi ganhando força. A missão de oferecer assistência social ampliou para outros eixos, como o trabalho de diagnóstico precoce, realizado na região, as significativas contribuições aos hospitais onde as crianças e adolescentes se tratam e a criação de uma filial na capital mineira, em 2010. No total, já somam mais de 1.200 famílias amparadas.

Em 2018 a entidade foi reconhecida pelo Instituto Doar e Rede Filantropia como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil dentre mais de 2.500 inscritas na seleção. Para saber mais acesse www.fundacaosara.org.br.