Com nova interferência dos produtos essenciais, IPC/Unimontes mostra alta na inflação de maio


Com influência das exportações, tendência será de mais aumentos nos preços dos alimentos nos dois meses seguintes

Relatório Maio IPC Unimontes

A combinação das altas nos preços de produtos essenciais básicos de subgrupos distintos, caso da Alimentação e Produtos Industrializados, contribuiu para que a inflação de maio superasse a de abril em Montes Claros. Foi o que aconteceu com itens como fubá (9,26%), açúcar (4,58%), ovos (2,52%), carne bovina (2,50%), gás de cozinha (2,15%), batata (2,13%, aves (1,33%) e tomate (1,29%).

 

Os dados seguem o relatório divulgado pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), projeto de extensão do Departamento de Economia da Unimontes, que mostra que o percentual calculado para o quinto mês do ano chegou a 0,62%. Em abril, a medição foi de 0,48%.

 

Ainda conforme o IPC, o acumulado do ano chega a 2,97% na maior cidade do Norte de Minas. E as altas identificadas pelo estudo da Unimontes relativo a maio se mostram abrangentes em vários segmentos, como os combustíveis: álcool (8,12%), óleo diesel (2,51%) e gasolina (1,63%).

 

Os reajustes para cima atingiram até mesmo itens como bebidas destiladas (4,97%), sanduíches (3,25%), cerveja (2,12%) e pizza (1,25%).

 

Por outro lado, poucos itens considerados populares apresentaram queda de preços entre abril e maio, caso do arroz (-2,26%), pescados (-1,99%) e feijão (-1,38%), além de frutas como banana (-16,64%), mamão (-15,47%) e maracujá (-7,83%).

 

CESTA BÁSICA – Depois de três meses consecutivos de índice negativo, o custo da cesta básica em Montes Claros voltou a subir em maio, chegando a 0,83%. Leite tipo C, farinha, pão de sal, café, óleo de soja e margarina se mantiveram com os preços estáveis de um mês para outro, mas as altas da carne bovina, tomate, açúcar e batata pesaram para o índice positivo em maio.

 

Coordenadora do IPC/Unimontes, a professora Vânia Vilas Boas explica que a alta da inflação não será apenas uma tendência e o comportamento identificado entre abril e maio continuará pelos próximos dois meses. “Os alimentos deverão continuar a pressionar a inflação em junho e julho por uma série de fatores, a começar pela preferência do mercado interno em exportar as safras pelo poder de compra mais forte de outros países com a alta do dólar”, enfatiza a pesquisadora.

 

Ainda conforme a pesquisadora, o aumento do preço dos alimentos que já revela uma trajetória ascendente com as exportações sofrerá também o impacto pela escassez de chuvas em maio, comprometendo a produção dos hortifrutis.

 

Sobre os bens industrializados, finaliza a professora Vânia, mesmo com o leve aquecimento da economia neste momento, a tendência será de alta nos preços dos eletros e eletrônicos. “Os componentes destes aparelhos são cotados em dólar, o que já justificaria o aumento de preço. Soma-se a isto, com a retomada do aquecimento da economia, a tendência para que o consumidor gaste mais, mas o cenário não acompanha a oferta do mercado, porque não há produtos suficientes. Ou seja, muita procura, pouca oferta e preços elevados”.

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