Bolsonaro lamenta morte de ex-deputado e veterano da 2ª Guerra Mundial


O presidente Jair Bolsonaro lamentou neste domingo (30.mai.2021) a morte do ex-deputado federal, empresário e combatente da 2ª Guerra Mundial, Camilo Cola. O veterano, que também é fundador da Viação Itapemirim, tinha 97 anos.

Cola morreu de “causas naturais” em Cachoeiro do Itapemirim (ES). Foi deputado federal pelo Espírito Santos de 2007 a 2015

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Além de Bolsonaro, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, publicou em sua conta oficial um texto lamentando a morte de Camilo Cola. “Lamento o falecimento do visionário (e ex @FEB_Brasil) Camilo Cola, fundador da Itapemirim e que ajudou a profissionalizar o transporte no Brasil. Em 2020 pude agraciá-lo com a Medalha Barão de Mauá, honraria àqueles que fizeram pelo setor. Que Deus o tenha no mais alto da Glória”, escreveu.  

Critério imprevisível

Desde o início do mandato, o chefe do Executivo já deixou de lamentar a morte de políticos, músicos e outras personalidades. Entre eles, o senador Major Olimpio (PSL-SP), vítima de covid-19, a atriz Eva Wilma, que morreu de câncer no ovário, e o então prefeito de Goiânia Maguito Vilela, também por complicações da covid-19.

Especialistas procurados pelo Poder360 dizem que Bolsonaro não adota padrões para prestar condolências.

“O presidente Jair Bolsonaro age tempestivamente. Se ele tem um feeling, um palpite, ele segue isso, com menos método e mais intuição. Por exemplo, no caso do Paulo Gustavo, que tinha tudo para não receber as condolências dele e acabou recebendo. Por quê? Provavelmente ele percebeu que iria gerar uma grande comoção“, disse o cientista político Leonardo Barreto. “Essas decisões dele são mais intuitivas do que estratégicas“, completou.

As recentes manifestações do presidente sobre mortes que tiveram repercussão nacional tiveram um padrão nas notas de pesar. Jair Bolsonaro costuma demorar mais que outras autoridades para se pronunciar quando as mortes acontecem.

As mortes de desafetos políticos nem sempre são mencionadas pelo presidente. Foi o caso de Gustavo Bebianno, ex-ministro da Secretaria Geral, e do senador Major Olimpio (PSL-SP), ex-aliado do governo. No caso do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, o presidente demorou 5 horas para publicar a mensagem. Quando o fez, o texto foi quase igual ao publicado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva horas antes.  

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