ACI e ADENOR reúnem empresários para analisarem a energia renovável no contexto regional

A Associação Comercial Industrial e de Serviços de Montes Claros e a Agência de Desenvolvimento Sustentável do Norte Minas realizaram um encontro entre empresários e uma empresa francesa de energia eólica,  na manhã dessa terça-feira, dia 03 de março.

“O tema faz parte do planejamento estratégico da ADENOR para os próximos 2 anos e fomentar o investimento em energia renovável é uma de nossas metas”, explica Alexandre Pires Ramos, presidente da Agência. “Em breve, teremos a criação de um centro de estudos junto com Fundetec para desenvolver oportunidades de negócios e capacitação de profissionais nesta cadeia produtiva”.

Dr Newton Figueiredo, presidente da ACI, completa que “a ACI apoia todas as iniciativas que visem o desenvolvimento sustentável do Norte de Minas e é de suma importância conhecermos o que temos a explorar nas ernergias renováveis”.

Vitor Braga é engenheiro e atua no mercado de energia fotovoltaica. Estamos com um projeto de ampliação nas nossas usinas e viemos conhecer mais possibilidades de crescimento. Quem estar no ramo precisa buscar novidades e novas propostas. Entramos no negócio atrasados por não ter acreditado no potencial do Norte de Minas. E muitas pessoas estão perdendo a chance de investimento por desinteresse, por achar que é algo distante de nossa realidade. Hoje sabemos que é possível, o norte-mineiro tem uma certa descrença na região, mas isso está mudando. Nossa empresa por exemplo, está atenta a tudo que se relaciona a energia renovável. Mesmo sem trabalhar diretamente com a energia eólica, podemos vir a ser parceiros”, pontua.

A apresentação dos dados sobre a energia eólica foi feita por Cassio Reigado, diretor da sucursal no Brasil da Vergnet. A multinacional francesa atua na entrega de soluções renováveis, incorporando energia eólica, solar e híbrida. Fundada em 1989, a Vergnet tem mais de 25 anos de experiência e mais de 900 turbinas eólicas instaladas.

“Sabemos que existe alternativa tecnológica para a energia renovável e o Norte de Minas está começando a descobrir a energia eólica e/ou a híbrida com a parte solar. Este potencial enorme pode se traduzir em negócios muito bons para os empresários locais. E isto deve ser feito através de um levantamento perfeito da área, de forma evolutiva, a exemplo de outros países. Iniciativas que facilitem a execução de políticas públicas, como bombear água de poços para comunidades rurais são ações que o BNDS já está propondo”, revela.

O Banco do Nordeste também oferece capital para empreendimentos com energia eólica a juros de 4,41% ao ano. O custo para instalar este tipo energia é mais caro inicialmente em compracção com a fotovoltaica, mas produz mais energia ao longo do tempo, cujo índice pode chegar a 50% a mais no kw/h, dependendo da velocidade do vento.

Cassio reitera que “há áreas bem interessantes por aqui, com excelente índice de produtividade, como Janaúba, Grão Mogol e o entorno de Montes Claros, com uma média de 7 a 8,5 metros por segundo, que dá um retorno muito bom. Mas há de se fazer um estudo mais apurado no local, para a instalação, observando árvores e montanhas”.

Atenciosamente,

Nágila Almeida
Assessora de Comunicação ACI