Coração em devir
“Coração em devir”, de Ruth Dayane, mergulha nas zonas sensíveis da experiência afetiva do amor, da dor, do silêncio e do prazer. O coração, nas palavras da autora, aparece como um símbolo sempre em mudança, que carrega memórias, arrepios e desejos, transforma feridas e encontra beleza mesmo “nas partes mais inusitadas”. A iniciativa, segundo a autora, “nasce do desejo de tocar aquilo que muitas vezes evitamos reconhecer em nós mesmos”.
São 12 quadros, divididos entre tinta a óleo e tinta acrílica; 12 esculturas feitas de biscuit e duas instalações. Cada obra é um fragmento entre a memória e o presente, o trauma e a beleza. Não busca respostas, mas convida à escuta, à sensibilidade e à possibilidade de se transformar. A meta, no fundo, é criar “espaço onde possamos nos aproximar daquilo que sentimos, mesmo quando não sabemos nomear. Porque, muitas vezes, o coração sente antes mesmo da mente entender”.
Navegar é preciso
“Navegar é preciso”, de Mariana Atia, retrata diversos sentimentos, enquanto perpassa as partes de um rio. Desde a água propriamente dita, quando conta um pouco da vida da artista; passando pela nascente, local de origem; o leito, por onde a água segue; as margens, os limites que a guiam; os afluentes, fluxos que contribuem para seu crescimento; a confluência, onde dois rios se unem; e a foz, onde o rio deságua no mar.
A autora esclarece que navegar é percorrer todos esses afetos, pois “se deixar afetar é preciso, amar é preciso, viver também é preciso e preciosos”. Tudo isso pode ser apreciado em 25 obras, das quais 14 telas divididas entre tinta acrílica e técnica mista; 10 reproduções digitais e uma instalação.
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