Em parceria com a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (Revicom), a Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) sediou, na última terça-feira (11/11), o Seminário “Mulheridades em Foco: experiências discentes e docentes na produção de saberes e resistências plurais”. As atividades ocorreram nos Centro de Ciências Biológicas e da Saúde (CCBS) e Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), que ficam respectivamente nos prédios 6 e 1 do campus-sede. Participaram de debates sobre saberes, resistências e redes de apoio no enfrentamento à violência de gênero, durante todo o dia, professores, acadêmicos e representantes de movimentos sociais.
Revicom
Presidente da Revicom, a socióloga Letícia Imperatriz, que é mestre em Desenvolvimento Social, ressalta a importância do seminário especialmente por abrir as portas de acesso à entidade para as interessadas em saber mais sobre o seu funcionamento. Ela lamenta o fato de a Rede ser ainda pouco conhecida. Daí o grande objetivo da iniciativa ter sido justamente apresentar a forma de operação da Revicom, a partir da realização dos grupos temáticos “Mulheridades: quem somos?”, “A academia e as Mulheridades” e “Mulheridades em Rede”.
Segundo Letícia Imperatriz, a rede, na verdade, compõe-se de instituições como, por exemplo, Patrulha da Mulher, Delegacia da Mulher, coletivos e associações que formam uma estrutura de proteção e acolhimento à mulher.
A socióloga também esclarece o uso do termo mulheridades, que remete à diversidade. “Nós estamos falando de mulheres cis, mulheres trans, mulheres indígenas, quilombolas, mulheres em situação de rua, mulheres acauteladas, mulheres das matas, das águas”, sintetiza.
Apoio
O evento contou com apoio do Centro de Referência em Direitos Humanos (CRDH Norte), da Associação Arco-Íris do Amor, do Fórum Norte-Mineiro em Defesa da Vida de Mulheres e Meninas (FEminorte) e do Coletivo Transidentidade. A Unimontes articulou a promoção do seminário, por meio da Pró-Reitoria de Extensão, do Projeto (In)Serto, do Núcleo pela Diversidade Sexual e de Gênero e do Grupo de Pesquisa e Estudos de Gênero e Violência (GPEG), que ofereceram suporte técnico, acadêmico e institucional à realização do encontro.
A ação fez parte da campanha “21 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres” ao reforçar o compromisso coletivo com a igualdade de gênero e o fortalecimento das redes de apoio. A meta foi convidar à imersão nas diversas formas de ser, existir e resistir enquanto mulher.
Na programação houve grupos de trabalho, caminhada, intervenções artísticas e uma mesa de encerramento com convidadas de diferentes áreas.
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