Neste sábado (19) será o Dia Mundial da Doença Inflamatória Intestinal, celebrado em diversas cidades do país e do mundo. A data faz parte do Maio Roxo, mês escolhido para a conscientização sobre o tratamento e prevenção dos males ligados ao sistema digestivo. Em Montes Claros, a população terá um evento especial na quinta-feira, dia 24, às 18h30, na Praça dos Jatobás.

Em todo o mundo, estima-se que 5 milhões de pessoas vivam com a doença de Crohn e a colite ulcerativa, doenças que afetam diretamente o sistema digestório, com inflamações no tecido intestinal, resultando em lesões e sangramentos frequentes. No Brasil, ainda não existem estatísticas oficiais sobre as doenças inflamatórias intestinais.

Pioneira em encontros realizados com os portadores de doença inflamatória intestinal, em Montes Claros, a Clínica Gastrovida, com o apoio da Associação Brasileira de Colite Ulcerativa e Doenças de Crohn – ABCD, quer mobilizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico precoce e de um tratamento adequado. “Cuidar permite o controle da doença, e a medicação adequada reduz a incidência de complicações e proporciona uma melhor qualidade de vida aos pacientes”, explica o gastroenterologista Dr Carlos Alberto Leal Valias, representante da ABCD no Norte de Minas.

Este é o terceiro ano que os pacientes se reúnem para a troca de experiências. O evento ‘Maio Roxo’ vai levar um momento de descontração e ao mesmo tempo conscientização à comunidade, com aula de zumba, caminhada e pit stop com informações sobre o problema. Devem participar também diversos especialistas, como gastroenterologistas, coloproctologistas, nutricionistas e psicólogas. Mais informações pelos telefones 3221-6593 ou 99220-4639.

Sintomas da doença

As pessoas que tiverem com diarreia crônica, urgência para evacuar, cólica abdominal, perda de apetite e emagrecimento, aftas frequentes, manchas na pele, dor articular e olho seco, devem procurar um especialista, pois podem estar com sintomas relacionados às doenças inflamatórias intestinais.

O diagnóstico é feito pelo histórico clínico, exame de fezes, sangue, imagem, colonoscopia e endoscopia. Em geral, o paciente pode ter vida ativa e produtiva desde que faça o tratamento. “Os medicamentos, muitos deles disponíveis na rede de saúde pública, reduzem a inflamação e habitualmente controlam os sintomas. Mas o mais importante é descobrir logo a doença, para ter melhores resultados do tratamento”, esclarece Dr. Carlos Valias.