com materiais de baixo custo, que obedece a comandos a distância

O projeto foi premiado, em primeiro lugar, no VIII Seminário de Iniciação Científica (SIC), que neste ano aconteceu no IFNMG-Campus Pirapora

Pedro Henrique Gonçalves Carvalho, do 1º período do curso de Sistemas de Informação do IFNMG-Campus Januária, revelou muito cedo seu talento para a pesquisa. Ele conta que foi ainda enquanto estudante do ensino médio da Escola Estadual Olegário Maciel, também em Januária, que ele desenvolveu o projeto premiado no VIII Seminário de Iniciação Científica (SIC) do IFNMG em primeiro lugar na área de Ciências Exatas. Trata-se da “Proposta de desenvolvimento de um chatterbot com estrutura de baixo custo e aplicado a atividades residenciais”.

O estudante explica que seu objetivo é propor o desenvolvimento de um chatterbot, que é um robô ou programa de conversação, que possa promover a “conversa” entre uma rede social e um dispositivo físico, com estrutura de baixo custo, e aplicá-lo à automação de um sistema de iluminação residencial e monitoramento do ambiente. Por meio desse sistema, o usuário utiliza uma rede social para enviar, a distância, a mensagem  “ligar lâmpada”, “desligar lâmpada” ou “tirar foto”. O robô recebe o comando e executa a ação na residência do usuário.

A rede social utilizada foi o Telegram, um serviço de mensagens semelhante ao Whatsapp. Foi escolhido “por ser um software livre, ou seja, que permite conhecer e editar o seu código fonte”, conta Pedro Henrique. Outro detalhe importante do projeto foi a montagem de baixo custo do robô, com material reciclável: o corpo foi feito com garrafa pet e a parte superior, a cabeça do robô, construída com forro de PVC (imagem acima). “O controle eletrônico do sistema foi realizado através de uma placa de prototipagem, capaz de desenvolver qualquer projeto eletrônico, chamada Arduino”, continua explicando o estudante. Para que o robô conseguisse realizar os trabalhos para os quais foi destinado, foram utilizados dois sensores ultrassônicos, que servem para fazer a detecção de movimento; um sensor servo motor, para fazer a movimentação da cabeça; uma webcam, para tirar foto e monitorar o ambiente; e um módulo relé, para controlar o sistema de iluminação.

Apesar de ter comprovado a eficiência do sistema que desenvolveu, o estudante concluiu que sua proposta precisa ser aprimorada, em busca de “melhorar a velocidade de envio das fotos tiradas do ambiente e ampliar a quantidade de atividades residenciais gerenciadas”.

Na época em que desenvolveu o projeto, enquanto aluno do ensino médio, Pedro Henrique contou com a ajuda de Mônica Figueiredo Martins e, para inscrever o trabalho que foi apresentado no SIC, ele teve a orientação dos professores do IFNMG Suzana Viana Mota e Felipe Augusto Oliveira Mota.

Confira o resumo do trabalho apresentado no VIII SIC do IFNMG.