Celebrado no próximo dia 23, o DNCCI lembra que a cura passa pela identificação precoce da doença

O câncer representa a primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos no Brasil, segundo informações do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA). No entanto, se diagnosticado precocemente e tratado em centros especializados, cerca de 80% dos casos podem ser curados – e a maioria das crianças e adolescentes terá boa qualidade de vida após o tratamento. A divulgação destas informações é intensificada no dia 23 de novembro, data que celebra o Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil (DNCCI) – instituído pela Lei Nº 11.650, de abril de 2008.

Nesta data, a Confederação Nacional das Instituições de Apoio e Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer (CONIACC) chama a atenção da população brasileira para a importância do diagnóstico precoce da doença. A entidade, que congrega 53 instituições de apoio à criança com câncer espalhadas por todo o País, como a Fundação Sara, reforça que, quando descoberto cedo, o câncer em crianças e adolescentes tem mais chances de cura.

Para Álvaro Gaspar Costa, presidente da Fundação Sara, o DNCCI é uma data fundamental para mobilizar a sociedade em prol da importância do diagnóstico precoce da doença. “O câncer infantojuvenil atinge todas as classes sociais, credos e raças, então é um problema da sociedade como um todo, e o fato de termos uma data para registrar esse tema é importante, porque é uma ação nacional e visa sensibilizar toda a sociedade para os sinais e sintomas da doença. Só assim podemos melhorar os nossos índices de cura,”alerta.

Apesar de o tratamento do câncer infantojuvenil ser um dos maiores exemplos de sucesso nas últimas décadas, a taxa de cura no Brasil é aquém do almejado, de acordo a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE). Um dos fatores que contribuem para isso é o diagnóstico tardio. “Uma criança, quando tem a doença diagnosticada precocemente, pode ser tratada com a possibilidade de ter menos sequelas e mais qualidade de vida. Por isso, é tão importante a família ficar atenta aos sinais e sintomas que podem ser do câncer e procurar um médico”, informa Teresa Fonseca, presidenta da SOBOPE.

Sinais e sintomas

Pais e responsáveis, reforça Teresa Fonseca, devem prestar atenção a sinais e sintomas que podem ser confundidos com outras doenças comuns à infância, por isso, o cuidado deve ser reforçado. A presidente da SOBOPE chama a atenção para características como palidez progressiva, dor óssea, nas articulações, inchaço que provocam dificuldades de andar, manchas roxas ou sangramentos que não são de traumas – principalmente nos membros inferiores e superiores – e febre prolongada que deixa a criança em condições apáticas.

Dores de cabeça diárias matutinas acompanhadas de vômito, alterações no equilíbrio, na visão, no andar, convulsões, presença de ínguas frequentes, perda de peso importante, assim como o comportamento da criança que deixa de brincar e só quer ficar deitada, também podem sinalizar que algo não vai bem. “Diante desses sintomas é importante que a criança seja avaliada por um médico”, alerta Teresa Fonseca.

Sobre a CONIACC

A Confederação Nacional das Instituições de Assistência à Criança e ao Adolescente com Câncer – CONIACC representa as organizações de apoio à criança e ao adolescente com câncer espalhadas por todo o Brasil. Atualmente conta com 53 filiadas.

A CONIACC propõe uma nova abordagem do papel das Instituições de Assistência às Crianças e Adolescentes com Câncer, ancoradas por uma visão de futuro, reconhecendo a responsabilidade de sua liderança em proporcionar melhor qualidade de vida e dignidade, minimizando a dor e o sofrimento dos pacientes portadores de câncer infantojuvenil.

A CONIACC possui um propósito bem definido: estimular e apoiar, através de uma rede de ações em todos os níveis da sociedade, um olhar mais sensível para a criança e o adolescente portadores de câncer e suas famílias.

Assessoria de Comunicação Fundação Sara

Tatiana Rocha

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