Fernanda Cristina –  017 fotos

Dirceu Lopes é o segundo jogador com o maior número de jogos com a camisa do Cruzeiro: 610 partidas entre 1963 e 1979, veio lançar o seu livro na loja Oficial do Cruzeiro em Montes Claros, vários cruzeirenses marcaram presença para vê o ídolo de perto, e também vê a taça de 66 e a belíssima camisa nova em homenagem a Dirceu Lopes. Obrigado aos proprietários da loja pela atenção dada o site.

Um pouco sobre Dirceu Lopes, colecionou títulos, gols e premiações nas décadas de 1960 e 1970 – campeão mineiro juvenil em 1964; pentacampeão mineiro 1965-1969; campeão brasileiro em 1966; campeão da Copa Rio Branco pela Seleção Brasileira em 1967; tetracampeão mineiro 1972-1975; vice-campeão brasileiro em 1969, 1974 e 1975; eleito o melhor meia dos campeonatos brasileiros de 1970, 1971 e 1971. Com Saldanha no comando da seleção canarinho, Dirceu Lopes era nome certo para a Copa do Mundo de 1970 no México, mas foi cortado pelo novo técnico Mário Zagallo, que alegou já haver “muitos jogadores para a sua posição” no escrete.

Com seu 1,62 metros, o Baixinho foi titular absoluto nos 12 anos em que atuou pelo Cruzeiro. Habilidoso e veloz, sua maior característica era arrancar pelo meio de campo com a bola dominada até a área adversária, vencendo seus marcadores com dribles desconcertantes. Tais lances desarrumavam as defesas adversárias e abriam espaços para os companheiros de ataque ou então para si próprio, pois chutava muito bem, colocado, com força e precisão. A presença de Dirceu Lopes em campo era garantia de bom espetáculo e belos gols. Junto com Tostão, formou uma das maiores duplas ofensivas do mundo, comparável a Pelé e Coutinho, no Santos e Gerson e Jairzinho, no Botafogo.

fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Dirceu_Lopes_Mendes

Livro “O Príncipe

Um dos Sócios mais ilustres do Clube, o ídolo Dirceu Lopes,  “O Príncipe – A Real História de Dirceu Lopes” foi escrito pelo jornalista Pedro Blank e narra as histórias dos anos dourados do Cruzeiro, com Dirceu Lopes como protagonista.

Para escrever a obra, Pedro Blank fez uma ampla pesquisa durante três anos de materiais da época, entrevistou companheiros e adversários de Dirceu, além de torcedores e jornalistas. Pedro conta que a admiração por Dirceu Lopes veio de berço. “O Dirceu era ídolo em casa. A minha mãe sempre o admirou muito e me ensinou a admirá-lo também”, completa Blank.

Posteriormente, Pedro teve a oportunidade de trabalhar como jornalista esportivo e pode então, entrevistar seu ídolo de tempos. Ele conta que ficou impressionado com a simplicidade e cordialidade de Dirceu Lopes e daí surgiu a ideia de escrever a biografia. “O Dirceu é um craque dentro e fora de campo. Isso me chamou atenção e logo tive a ideia de fazer sua biografia”, finaliza Blank.

Nas 344 páginas do livro, histórias memoráveis como o corte do craque na Copa do Mundo de 70 por pressão dos militares, o título brasileiro de 66, Garrincha se rendendo ao futebol de Dirceu, detalhes da carreira de Dirceu que nem ele mesmo lembrava ou desconhecia, dentre outras histórias mais.

Em entrevista ao Cruzeiro, Dirceu Lopes conta que o convite do escritor Pedro foi uma honra para ele. “Eu já tinha recebido várias propostas para minha biografia. Mas nunca tive interesse, até encontrar o Pedro e escutar as ideias dele”, completa o segundo jogador com maior número de jogos pelo Cruzeiro.