Diagnóstico precoce é essencial na luta contra a doença

Desde 2005 foi instituído pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) o Dia Mundial do Câncer – 04 de fevereiro. O objetivo da data é lembrar a sociedade um assunto que afeta diretamente a saúde pública e vem aumentando ainda mais as estatísticas.

Em adultos, a alimentação inadequada associada à inatividade física e ao consumo de bebida alcoólica contribui para 21% dos cânceres em mulheres e 22,4% dos cânceres em homens. Já na infância e na adolescência, o câncer não está relacionado aos maus hábitos alimentares, sedentarismo e exposição a fatores de risco e muito raramente à hereditariedade. Mesmo assim, todos os anos, aproximadamente 11 mil crianças e adolescentes brasileiros são diagnosticados com a doença.

Apesar de não haver hábitos que diminuam as chances de crianças e adolescentes desenvolverem o câncer, há um meio de aumentar suas chances de cura e redução das sequelas causadas pelo tratamento: o diagnóstico precoce. De acordo com o INCA, o diagnóstico realizado assim que os primeiros sintomas aparecem pode elevar as chances de cura para 75% nas crianças e adolescentes. Outro fator decisivo no processo de cura de crianças e adolescentes com câncer é o tratamento de qualidade que casa caso requer.

Andressa Carvalho, 18 anos, é assistida da Fundação Sara Albuquerque desde fevereiro de 2018. Diagnosticada com osteossarcoma, um tumor ósseo maligno primário na perna direita, ela passou dois meses de espera entre o aparecimento dos sintomas até o diagnóstico e tratamento. Segundo a assistida, depois da confirmação ela iniciou o tratamento com quimioterapia, mas mesmo assim, o tumor agressivo cresceu significativamente, e após seis meses, a única solução foi amputar o membro.

Andressa acredita que poderia ter sido diferente. “Hoje eu sei que quando a pessoa faz um diagnóstico rápido ela tem muito mais chances de cura e menos chances de ter sequelas. As pessoas têm que estar atentas aos sintomas porque quanto mais cedo descoberto, maior as chances de cura”, diz. Dois meses de espera para muitos pode até parecer pouco, mas não infância e na adolescência.  “Quando se refere ao câncer nessa faixa etária, alguns tipos de tumor chegam a duplicar de tamanho a cada 48 horas”, alerta a oncopediatra da Fundação Sara Albuquerque, Sabrina Eleutério.

Para evitar a demora no diagnóstico, a médica faz um alerta: “Um dos motivos do diagnóstico tardio é a demora na suspeita, pois os sinais e sintomas são muito parecidos com os de outras doenças, e com isso, quando se pensa que pode ser câncer, os tumores podem já estar em uma fase avançada”, explica. “Em outros tempos, a demora entre a suspeita e a confirmação também retardava o início do tratamento, pois os pacientes ficavam por longo tempo à espera de exames de diagnóstico. Entretanto, hoje a Fundação Sara também investe no diagnóstico, arcando com o custeio de exames cobertos pelos SUS ou não cobertos com agilidade”, conclui a médica.

Sobre a Fundação Sara Albuquerque

A Fundação Sara atua há 20 anos apoiando crianças e adolescentes com câncer. Recentemente a entidade foi reconhecida pelo Instituto Doar e Rede Filantropia como uma das 100 Melhores ONGs do Brasil, dentre mais de 2.500 inscritas na seleção. Para saber mais acesse www.fundacaosara.org.br.